segunda-feira, outubro 17

Ramalho Ortigao

A construção do bairro azul teve início, na década de trinta, precisamente pela frente António Augusto de Aguiar/ Ramalho Ortigão. A configuração desta última rua era semelhante à actual configuração da Av. Ressano Garcia ou da R. Fialho de Almeida: passeios largos, apenas duas faixas de circulação automóvel.

Na década de setenta, a ramalho ortigão sofreu a transformação que agora lhe conhecemos: uma rua de um bairro tradicional, é desventrada, e transformada num atravessamento para os automóveis que entram e saem da cidade. Circula-se a velocidades que resultam em atropelamentos e sustos, as pessoas atravessam a rua amedrontadas, crianças e idosos em risco particular.

Em 2003, com as limitações ao transito no viaduto Duarte Pacheco e no bairro azul (que excluiram a ramalho ortigão), os níveis de poluição aumentaram drásticamente. A rua ficou ainda mais "estrada", os habitantes e o bairro mais ameaçados. Um bairro que, pela sua história e património, devia ser exemplar, preservado de atentados deste género.


Relancemos um olhar, mais atento, para a imagem da RO (pressionando para a aumentar): ausência de árvores, de comércio, peões espartilhados entre parede e automóveis em passeios reduzidos, varridos por uma "auto-estrada" de 4 faixas, para acelerar ....



Observe-se nestas duas fotos, a título de exemplo, uma rua, talvez com as dimensões da RO, num bairro de Amsterdão. Convite a fruir o passeio, viver a rua e o seu comércio, sem excluir o automóvel. Vive-se a cidade. E dá que pensar.

sexta-feira, outubro 7

Atravessar a Av. AAA




Pobres de nós, e em particular as crianças, que frequentemente ali têm que atravessar ... entre automóveis apressados e sem sequer um passeio ...

Filipe de Faria said...
É de facto uma situação que requer intervenção urgente. Ficar no meio de duas faixas com trânsito em alta velocidade no vértice de uma bifurcação e sem qualquer protecção é assustador. E é uma passagem que muitas crianças utilizam porque dá acesso ao Jardim Gulbenkian. Já alertei a Comissão de Moradores do BA que está atenta e pedi intervenção à JF de S. Sebastião que remeteu pedido para a CML. A meu ver são urgentes duas medidas: (1) regular os semáforos de forma a permitir a passagem de uma só vez e (2) instalar meios de protecção (sólidos) na plataforma central.

Filipe de Faria said...Caros Vizinhos,
Esta foto foi tirada esta manhã. Um automóvel que descia a Av. AAA terá embatido no semáforo que ficou tombado e projectou a parte superior. Provavelmente terá ele próprio galgado a plataforma central onde os infelizes peões têm de “estacionar” à espera de poder passar. Não sei se estava lá alguém na altura do acidente. Espero que não...
Acho que a foto é impressionante e merece ser utilizada.

quinta-feira, outubro 6

Abandono

Junto a uma das maiores superfícies comerciais da Europa são assim as ruas do nosso Bairro.
Lembro-me, nos anos 60/70, que havia sempre gente nas ruas: sai-se para tomar café, ver as montras das boutiques ou simplesmente para dar uma volta higiénica pelo Bairro a seguir ao jantar. Depois rasgou-se a Ramalho Ortigão. Os carros invadiram o Bairro. Os assaltos aumentaram. As montras das lojas esconderam-se atrás das grades. O Bairro amedrontou-se. Envelheceu. Hoje, são raros os que se atrevem a passear à noite pelas ruas do nosso Bairro que ficam assim: tristes, desertas e abandonadas. Até quando?
Ana Alves de Sousa

Movimento Moradores Associados de Lisboa

Com a organização dos Encontros entre moradores e candidatos, na Voz do Operário, nasceu o Movimento Moradores Associados de Lisboa, que pretende unir os esforços de todos os que se têm dedicado, individual e colectivamente, à melhoria da qualidade de vida na cidade. Este movimento carece agora da atenção e apoio de todos os que se mobilizam quotidianamente por uma cidade gerida com a partição de cada bairro.


Visite o novo Blogue, conheça resumos dos encontros aqui, bem como etapas futuras, e participe.

segunda-feira, outubro 3

Bairro Azul sem residentes ....


Lê-se no Correio da Manhã (online) de 02 de Outubro:
"A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, cancelou ontem a acção de campanha prevista para o Bairro Azul, por falta de residentes, transferindo a iniciativa para junto ao rio Tejo, próximo do restaurante Vela Latina, em Belém.

Que pensar desta noticia?

Tiago said... o que a comissão de campanha da Fátima Felgueiras anda a fazer pelo esclarecimento dos eleitores, dando boletins de voto para as pessoas "ensaiarem" o voto no XVII, percebe-se como a Democracia está cada vez mais vazia e desvirtuada de causas.

Outubro 05, 2005 2:01 AM

sexta-feira, setembro 30

(In)segurança no Bairro

Após alguns assaltos a viaturas estacionadas no bairro, surge agora esta noticia arrepiante.
Ler no Expresso online aqui

quinta-feira, setembro 29

Voar baixinho ...

Quando ouvimos dirigentes politicos defender que o Aeroporto deve ficar na Portela por razões turisticas e económicas - que Lisboa perde competitividade face a outras capitais turisticas se tiver um aeroporto a 40 km da cidade, e a transportadora portuguesa perde isto e aquilo - pobres de nós, e de Lisboa, que não pode afirmar o seu charme e atractividade senão pela conforto que oferece aos turistas na viagem, vendendo-se tão barata, e expondo habitantes e visitantes a niveis de ruído e de stress elevados e quotidianos.

Economistas e afins deveriam tambem aprender a apresentar os custos para a saude, produtividade e bem estar - a probabilidade de um avião cair é mínima, mas todos os dias, mais do que uma vez, imaginamos uma queda e a catástrofe associada. E ver os problemas e contextos não apenas como são, mas como virão a ser.

Entretanto, consolamo-nos a ver os turistas, e os aviões a passar .... voando baixinho.

At Outubro 03, 2005 1:55 PM, Filipe de Faria said…

O nosso Bairro é vítima presente do ruído e potencial vítima de acidente mas, como diz o Anibal, são factores que não entram nas cogitações dos decisores. A propósito disto, não era suposto não haver aviões durante algumas horas durante a noite ? Se existe alguma restrição deste tipo, estará a ser cumprida ?

terça-feira, setembro 27

Debates moradores / candidatos A CML




Pressione o Cartaz para a melhor leitura das datas.

segunda-feira, setembro 26

Parques Dissuasores

Estacionamento nos estadios dos grandes clubes ao serviço de lisboa durante a semana. É uma idéia, sobretudo em Alvalade onde existe o Metro como ligação bem perto. Cá estaremos para verificar o cumprimento de tão criativas intenções, e para avaliar da sua eficácia.

Ler noticia pressionando este titulo

sexta-feira, setembro 16

Candidatos descontrolados

Carmona Rodrigues (já de pé e pronto para abandonar o estúdio da SIC) aproximou-se de Manuel Maria Carrilho, estendendo-lhe a mão para o cumprimentar, mas este recusou o aperto de mão.

"Ordinário", desabafou Carmona Rodrigues, dirigindo-se ao ex-ministro da Cultura de António Guterres que, entretanto, lhe tinha voltado as costas.

in Publico online, 16/09/05

Surpreendente que um candidato que durante o debate esteve sempre ao ataque, recorrendo a um estilo - já demonstrado em outros debates - agressivo, provocatório e cínico, criticando e desrespeitando de forma pouco elegante o seu adversário político, acabe mostrando-se ofendido e sentido, e vitimizando-se. Como uma criança que ataca e provoca no recreio, mas que ao primeiro desaire corre a fazer queixa à professora.
Desespero perante as dificuldades, tentativa de criar um facto político para dele tirar dividentos eleitorais? A política tem que ser feita com instrumentos tão teatrais e desonestos? Ou Maria Carrilho é mesmo hiper-sensível e irritável?

Perde o debate, perdem os politicos, perde Lisboa


"Muita defesa do indefensável Carrilho se lê nos jornais! Como, se ele é atacado? Simples: há uma linha clássica de defesa quando se comete uma asneira grossa e tão evidente que não vale a pena escondê-la, que é meter tudo no mesmo saco e dizer que todos cometeram asneiras." (PP, Abrupto)


Candidatos na Rede: para comparar estilos:
  • lisboaemboasmaos
  • lisboaparatodos
  • lisboa é gente
  • lisboacomprojecto
  • cdulisboa
  • segunda-feira, setembro 5

    Sá Fernandes/ Carrilho

    Um debate que me pareceu bem mais vivo que o anterior, e em que Sá Fernandes pareceu mais preparado e confortável, e Carrilho ocasionalmente em apuros. Dois candidatos bem mais em oposição que Nogueira Pinto e Carmona, de áreas mais próximas e mostrando mais fleuma e cerimónia.

    Debate que a imprensa não viu?

    Jornais de segunda 05 de Setembro - como Publico ou Diário de Noticias - não dizem uma palavra sobre o debate Nogueira Pinto/ Carmona na Sic Noticias. Alguém viu alguma nota sobre este debate? Fala-se só de presidenciais. Porquê?

    sexta-feira, agosto 19

    A perspectiva de M.J.Nogueira Pinto

    Para conhecer a dinâmica da candidatura de MJNP, ver o Blogue - talvez o melhor das candidaturas na rede. E ainda que MJNP possa ser uma boa Presidente, e a CML fique em boas mãos, alguém a quer entregar a cidade? Não devemos lisboetas, que a sentimos bairro a bairro, rua a rua, melhor que ninguém, olhar pela cidade? MJNP certamente de acordo.

    Candidatos na Rede: para comparar estilos:
  • lisboaemboasmaos
  • lisboaparatodos
  • lisboa é gente
  • lisboacomprojecto
  • cdulisboa
  • sábado, julho 30

    Palavras certeiras 6 - Progressiva “Boulevardização”

    - Expropriação compulsiva no prazo de um ano, a favor da câmara, de todas as caves licenciadas para estacionamento e hoje ocupadas por comércio ou armazéns se, entretanto, não lhe for restituída a função original
    - Pequenos silos de estacionamento de bairro que encorajem o repovoamento dos mesmos
    - Progressiva “Boulevardização” (eléctricos, árvores, comércio, esplanadas, residência) das grandes vias rápidas urbanas, à medida que for diminuindo a pressão do automóvel individual

    Manuel Graça Dias, Arquitecto in Que faria para melhorar Lisboa?/Público, 29 Julho 2005

    quinta-feira, julho 28

    Carrilho com a Comissao de Moradores

    O Professor Manuel Maria Carrilho reuniu no dia 28 de Julho na JFSSP com a Comissão de Moradores para ouvir acerca dos problemas dominantes do bairro. Questões como o estacionamento, o transito, a insegurança, a reabilitação do edificado, ou a integração do bairro nos planos de pormenor da Praça de Espanha e do Campus da Universidade Nova, foram abordadas. MMC congratulou-se com os avanços efectuados no sentido da classificação do bairro, mostrou-se sensível aos problemas enunciados, nomeadamente à falta de equipamento para os jovens e crianças."Lisboa necessita de uma hierarquia de problemas", foi uma das afirmações com que se despediu da CM.

    Carmona em campanha, visitou o Bairro Azul

    Carmona Rodrigues visitou o Bairro Azul no passado dia 22 de Julho, a convite da Comissão de Moradores. Pode ler o resumo desta visita, na perspectiva da campanha do candidato aqui. A Comissão acompanhou-o por todas as ruas do Bairro, entrando em alguns edifícios notáveis e lojas tradicionais. Apostando na revitalização, o Professor Carmona Rodrigues foi ainda convidado a visitar um edificio onde foram realizadas diversas reconversões exemplares de escritórios em habitação.

    quarta-feira, julho 27

    Palavras certeiras 5- O que faz falta

    "O que faz falta é ... coragem para criar unidades administrativas com proximidade das gentes e dos seus problemas reais para fazer da sua participação um valor com sentido prático, possível e governável. Coragem para criar unidades técnicas e administrativas competentes de tipo empresarial controlado pelo cidadão, de modelo novo a descobrir, a inventar, olhando para a experiência dos outros, vendo onde chegaram e por que caminhos, mas na certeza de que a monstruosidade do modelo gastador, esbanjador de recursos, empatocrata, opaco, ineficaz, tem os dias contados e quanto mais tarde mudarmos pior, mais difícil será e mais caro se tornará."

    Tierno da Silva (in Público: O que faria para melhorar Lisboa?/27 Julho 2005)

    sexta-feira, julho 22

    O meu Bairro foi melhor ..

    Carmona Rodrigues defende a criação de prémio municipal que distinga anualmente o melhor bairro da cidade. Segundo o "Público", "não se trata de beneficiar um ou outro, mas dar o reconhecimento a quem luta melhor pelo seu bairro". Muito bem, Professor. Agora é necessário definir com clareza em que consiste o reconhecimento e quais as suas virtudes, em que consiste "lutar melhor" e qual a sua eficácia. E se aprovamos e estimulamos uma cultura da exigência, da iniciativa, e da responsabilização. É dessa "politica" que necessitamos, e sabermos que participação quer a câmara dos moradores e utilizadores dos bairros, quais os comportamentos que podem resultar em mudanças eficazes das condições de vida nos bairros. Certamente não o reconhecimento de esforços inconsequentes, ou de formas de bairrismo espectaculares.

    Atravessar a Rua

    George Segal
    (Obrigado ao JPP)