segunda-feira, setembro 21

SOBREVIVER NA CIDADE


Contamos em breve ilustrar as diferenças

segunda-feira, novembro 5

OBRA DO METRO - BAIRRO AZUL INTEGRADO NA ESTRUTURA VERDE DA CIDADE | UMA OPORTUNIDADE A NÃO PERDER

O Bairro Azul é um bairro art déco e modernista que permaneceu praticamente intacto ao longo dos últimos 70 anos e que está actualmente com o estatuto de conjunto “em Vias de Classificação”.
Rodeado de grandes equipamentos: El Corte Inglés, Mesquita Central de Lisboa, Clínica dos SAMS - Serviços de Assistência Médico-Social do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Escola Marquesa de Alorna, Reitoria e Faculdades da UNL, Banco Totta/Santander, Banco Popular, Teatro Aberto, hotéis da Av. José Malhoa, etc., o Bairro Azul é percorrido diariamente por milhares de pessoas.

O Bairro Azul é também invadido diariamente por milhares de automóveis que perturbam a vivência do Bairro e destroem a qualidade de vida de todos quantos aqui vivem.

O Bairro Azul tem na sua periferia dois dos mais belos jardins da cidade - o Parque da Fundação Gulbenkian e o Jardim Amália Rodrigues - e outros, menos conhecidos, casos do jardim do Palacete Leitão (SAMS) e do jardim do Palacete Ventura Terra/Mendonça (UNL), este último classificado e incluído no projectado e tão desejado “Corredor Verde”. No entanto, grandes eixos viários de difícil atravessamento pedonal (Av. António Augusto de Aguiar e Rua Marquês de Fronteira) isolam o Bairro desses espaços.

Está neste momento a decorrer no Bairro Azul uma grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., co-financiada pela Comunidade Europeia. O projecto de requalificação urbanística/paisagística de toda a área da frente do Bairro, desde a Av. António Augusto de Aguiar até à Rua Marquês da Fronteira (Palacete Ventura Terra/Mendonça), é da responsabilidade desta empresa pública.

A presente oportunidade deve ser aproveitada pela Câmara Municipal de Lisboa para repensar o futuro do Bairro e a sua vocação actual num contexto mais global. O projecto de requalificação urbanística/paisagística que for aprovado deverá valorizar não só o Bairro mas toda aquela zona da cidade.

Por uma questão de coerência de critérios, há muito que a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicitou ao Metropolitano de Lisboa E.P. que esse projecto fosse elaborado pela equipa do Arq. Ribeiro Telles, a mesma que projectou o Parque Gulbenkian, o Jardim Amália Rodrigues e o “Corredor Verde”.

Liberto do trânsito automóvel excessivo, o Bairro Azul deverá ser um espaço eminentemente pedonal, um espaço de pausa para os milhares de visitantes que todos os dias o cruzam, integrado na estrutura verde da cidade, através da criação de trajectos com condições de conforto e segurança que façam a ligação a todos os jardins que o rodeiam.

Aproveitando a oportunidade criada por esta grande obra do Metropolitano de Lisboa E.P., cuja conclusão está prevista para o final de 2008, a Câmara Municipal de Lisboa e o Metropolitano de Lisboa E.P. darão nova vida a um bairro residencial com valor patrimonial e valorizarão de forma significativa a estrutura verde da cidade.

P´la Comissão de Moradores do Bairro Azul Ana Alves de Sousa / Edgard Piló

sábado, janeiro 27

Que cidade queremos?

Publico local de 27-02-07

Parece ter virado moda: de cada vez que em Portugal um promotor imobiliário pretende fazer aprovar um projecto que não "cabe" no Plano Director Municipal (PDM) - em razão da altura das cérceas, da excessiva densidade de construção, ou de ambas -, entrega-o a um nome sonante da arquitectura para melhor o fazer "passar": é o que está a acontecer mais uma vez com os projectos de Norman Forster para Santos e de Ricardo Bofill para as Picoas, em Lisboa, apresentados com a aura de "arquitectura de autor" - como se toda a restante arquitectura não tivesse autor e como se tal cunho bastasse para autorizar, a priori, toda e qualquer obra sua.
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segunda-feira, janeiro 8

Aumentos e diminuiçoes

Boas e más noticias para o Bairro Azul, tendo em conta os problemas do Bairro, nomeadamente o excesso de transito e poluição, e a perda de condições de habitabilidade e estacionamento

- no DN ( Susana Leitão )

A nova tabela de preços para todas as zonas de estacionamento à superfície tarifado (parquímetros) de Lisboa entra hoje em vigor. Apesar de o novo regime já ter sido ontem aplicado a algumas áreas da capital, como é o exemplo da Rua de Campolide. Assim, quatro horas, tempo máximo de permanência no lugar, passam a custar cinco euros, equivalente a um aumento, em alguns casos, a 100%.

A equipa de fiscalização foi também reforçada com mais 50 fiscais da Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL), actualmente ainda em formação. O objectivo é que no próximo dia 15 de Fevereiro esteja tudo a postos para que estes agentes possam começar a multar e rebocar os veículos estacionados em cima dos passeios e em segunda fila.

A actualização de tarifários - aprovada a 23 de Outubro de 2006 em plenário da Assembleia Municipal - dita que a cobrança seja feita ao minuto, após o primeiro quarto de hora, tal como já acontece nos parques de estacionamento daquela empresa municipal. O sistema foi uniformizado deixando de existir um tarifário de duas tabelas para o estacionamento à superfície. Até hoje, a cidade dividia-se em dois escalões: o A, correspondente ao eixo central, mais caro e com um tempo máximo de permanência de três horas (dois euros), e o B, que abrangia a área periférica, e cujo preço para quatro horas era de 2,50 euros.

Aumentos

Assim, os 15 minutos iniciais têm a partir de hoje um custo de 25 cêntimos (ver infografia). O preço vai-se agravando consoante o tempo de permanência, atingindo um máximo de cinco euros, por quatro horas. Contas feitas, e tendo como exemplo oito horas de estacionamento na Avenida da Liberdade, o custo ao final do mês é de, pelo menos, 220 euros (22 dias úteis).

É o custo da utilização do espaço público, até porque "o espaço ocupado por um automóvel tem um preço e uma conservação", explicou ao DN Marina Ferreira, vereadora da Mobilidade. Numa altura em que o estacionamento praticado na capital é caótico, a actualização do regime regulador da tarifa, que não era feita há 12 anos, tem o objectivo de "condicionar fortemente o número de automóveis no interior da cidade", sublinhou a também presidente da EMEL. A autarca sublinha que este aumento de tarifas visa "promover uma melhor organização do espaço público urbano que queremos que seja utilizado por residentes e utilizações de curta duração". Até porque, frisa, "o estacionamento de longa duração deve ser feito em parques de estacionamento".

Quanto aos aumentos, Marina Ferreira explica que os novos preços foram calculados com base num estudo comparativo entre os preços dos parques de estacionamento e dos transportes públicos. "Chegámos à conclusão de que o estacionamento à superfície era mais barato e portanto quisemos inverter essa tendência". Mas, apesar dos aumentos, Lisboa continua a ser uma das cidades europeias com o estacionamento à superfície mais barato. Em Londres, uma hora de estacionamento custa cerca de sete euros.

Multas

As coimas para quem exceder o tempo de estacionamento permitido ou não possuir ticket são as estipuladas no Código da Estrada. Segundo o artigo 50, a multa pode ir dos 30 aos 150 euros. Se o pagamento for voluntário a coima aplicada será sempre referente ao valor mínimo e sem acréscimo de custas. Se o infractor decidir não pagar a decisão caberá à Direcção-Geral de Viação.

À coima acrescem, se for caso disso, as despesas inerentes ao bloqueamento, remoção e depósito em parque da viatura (ver infografia). O desbloqueamento da viatura (ligeiro) tem um custo de 30 euros, caso seja rebocada acrescem 50 euros e por cada 24 horas no parque o condutor paga dez euros. Mais. Se o reboque já se encontrar no local será cobrada a taxa de remoção mesmo que a operação não se inicie. Os preços em vigor estão regulamentados pela Portaria n.º 1424/2001 de 13 de Dezembro.

Fiscalização

É já a partir de dia 15 de Fevereiro que os fiscais da EMEL passam a poder multar e rebocar viaturas estacionadas ilegalmente. Para já, a prioridade vai para os carros parados em segunda fila, em cima do passeio e em lugares reservados a deficientes junto às zonas tarifadas. Durante o ano o sistema será aplicado a toda a cidade. "É inaceitável que quem fiscaliza o estacionamento tarifado não fiscalize também o em segunda fila ou em cima do passeio", diz a presidente da EMEL. Quanto às multas, estipuladas no Código da Estrada, terão o mesmo valor judicial que uma coima da PSP.

sexta-feira, dezembro 1

Bairro Azul - ainda a Ramalho Ortigão…

Porque é urgente humanizar a cidade

Em Outubro de 2003 a Comissão de Moradores do Bairro Azul solicitou à CML que fosse efectuada uma vistoria técnica ao Viaduto da Rua Ramalho Ortigão. Esse pedido baseou-se na constatação da sua degradação por parte de moradores que o atravessam diariamente a pé. Verificou-se que a reparação era, efectivamente, necessária e urgente.

A partir dessa data, a Comissão de Moradores do Bairro Azul passou a insistir junto da CML para que o viaduto da Ramalho Ortigão - projecto do Eng.º Edgar Cardoso, com vistas privilegiadas para a Praça de Espanha e Aqueduto das Águas Livres – fosse alvo de especial atenção e ainda, para que as obras do viaduto decorressem em simultâneo com uma intervenção na Rua Ramalho Ortigão destinada a melhorar as condições de vida nessa rua.

Em 2005 o viaduto foi reparado e nada do que tinha sido pedido aconteceu: não só não houve qualquer cuidado em amenizar o percurso a pé pelo viaduto (pensando, designadamente, nas centenas de turistas que se alojam nos hotéis da Av. José Malhoa e que se dirigem a pé para a Mesquita, Fundação Gulbenkian, El Corte Inglês, Parque Eduardo VII, etc.), como, em relação à Rua Ramalho Ortigão, também nada foi feito, nos cerca de oito meses em que o viaduto esteve fechado ao trânsito.

A criação de percursos pedonais; de uma rotunda em frente ao Banco Popular (possibilitando a descida para a Praça de Espanha); a diminuição do número de faixas de rodagem (actualmente quatro); o alargamento dos passeios com plantação de árvores; mais passagens para peões; mais segurança nas passadeiras; a redução da velocidade máxima permitida nos Bairros Residenciais…eram algumas das medidas há muito reclamadas.

Em abaixo assinado que circulou no Bairro, e que foi também entregue à CML, voltou a insistir-se na necessidade de ser devolvida a qualidade de vida a esta rua de um Bairro Residencial, actualmente extremamente perigosa para os peões, na sua maioria idosos, e com enorme poluição do ar e sonora.

Face às notícias recentemente surgidas sobre a intenção de se reduzir a velocidade em alguns bairros de Lisboa, a Comissão de Moradores do Bairro Azul chamou a atenção da CML para o facto de estar neste momento a ser elaborado o Plano de Pormenor da Praça de Espanha – Av. José Malhoa, cuja área de intervenção inclui também o Bairro Azul, esperando-se, por isso, que o plano dê corpo a esta medida, através de um desenho urbano adequado.

É urgente humanizar a cidade. Soluções há muito testadas em outras cidades poderão e deverão ser implementadas nas nossas ruas, nos nossos Bairros. Haja vontade política para o fazer.

Comissão de Moradores do Bairro Azul

quarta-feira, novembro 8

Reuniao de moradores a 17 de Novembro | Convite

Bairro Azul | Que Futuro?
 
Atravessar a rua sem medo
Andar de triciclo e jogar à bola nos passeios
Descarregar o carro sem ser insultado
Abrir as janelas para “arejar” a casa, sem receio da poluição
Ouvir os pássaros nas árvores do Bairro
Sair à noite para tomar um café e dar “dois dedos de conversa” com os vizinhos…
 
Comportamentos e privilégios do passado?
 
No próximo dia 17 de Novembro, sexta-feira, das 18:00 às 20:00 horas, no participe no debate que lhe propomos sobre o Futuro no Bairro Azul.
Mário Alves, engenheiro, Consultor de Transportes e Gestão de Mobilidade, aceitou o convite para nos falar sobre os peões, os transportes públicos e “as causas comuns”…

Participe | Restaurante Jardim das Saladas - Ramalho Ortigão 9 | 17 de Novembro, sexta-feira, das 18:00 às 20:00 horas

segunda-feira, outubro 30

"Zonas 30"

Acima desta velocidade não vai ser possível circular nalguns bairros de Lisboa
Ana Henriques | Publico de 30 de Outubro 2006

Alguns bairros residenciais de Lisboa vão ver limitada a um máximo de 30 quilómetros por hora a velocidade de circulação automóvel.
Aplicada em várias cidades europeias, a medida destina-se a reduzir os atropelamentos e a fomentar a vida de bairro, ao mesmo tempo que melhora a qualidade ambiental, quer do ponto de vista da poluição do ar, quer da poluição sonora.
Em Lisboa, a redução da velocidade dos 50 para 30 quilómetros horários não deverá ir para a frente antes do ano que vem, não tendo a autarquia divulgado ainda em que bairros pretende iniciar a experiência. Campo de Ourique poderá ser um deles, o Bairro de S. Miguel, em Alvalade, outro. Os moradores do Bairro Azul há já algum tempo que pediram que a circulação fosse ali limitada aos 30 quilómetros horários.
O presidente da Junta de Freguesia do Santo Condestável, o social-democrata Luís Filipe Graça Gonçalves, não vê utilidade na aplicação da medida em Campo de Ourique: "Ninguém consegue andar aqui a mais de 30 quilómetros por hora, graças aos cruzamentos", explica. "Temos uma taxa de atropelamentos muito baixa. Mesmo na principal artéria do bairro, a Rua Ferreira Borges, a circulação automóvel é controlada pelos semáforos."
O presidente da Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), Manuel João Ramos, mostra-se moderadamente optimista, por temer que tudo não passe de uma "medida simbólica", perdendo-se assim a oportunidade de levar por diante algo que considera essencial quer para a redução da sinistralidade rodoviária, quer para o repovoamento da cidade, por via da melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Há que levar em linha de conta as vantagens para o comércio tradicional, faz notar, uma vez que se torna mais aprazível passear nas zonas condicionadas - o que pode conduzir a uma revitalização dos próprios bairros.
"A redução da velocidade potencia o uso da bicicleta e da motorizada", refere Manuel João Ramos, ao mesmo tempo que defende que a medida seja estendida a vários bairros da cidade onde a função comercial tem um papel importante - as Avenidas Novas, por exemplo - e ao casco antigo.
"Portugal é provavelmente o único país da Europa onde ainda não há zonas 30", observa, numa referência à designação por que são conhecidas as áreas condicionadas. "54 por cento das vezes os atropelamentos a 50 km/hora resultam na morte do peão."
O presidente da ACA-M explica que não basta pôr sinalização vertical à entrada dos bairros escolhidos para conseguir que os automobilistas baixem a velocidade. "Se puserem lá só o sinal é o mesmo que nada. Há que introduzir medidas de acalmia do tráfego, como elevar o pavimento à entrada da zona condicionada. Mas com a falta de dinheiro para obras que há na Câmara de Lisboa e a cultura que prevalece no departamento de tráfego da autarquia...".

quinta-feira, setembro 28

RRO em "espinha"

RRO no dia europeu sem carros ... 22/09/06:

um grupo de moradores da rua apelou à mudança de hábitos de estacionamento, e muitos responderam estacionando em espinha, ao longo de 3 dias. Com alguma benevolência e passividade das "autoridades"...

E que autoridade pode ter, CML, PSP, GC, e quem mais permite que toda uma rua de um bairro no centro da cidade, muitos idosos, muitas familias, seja um prolongamento da IC19, 4 faixas, e muita recta para acelerar?









R.Ortigão nos anos cinquenta, sem hábitos de estacionamento

sexta-feira, setembro 22

Aprender a caminhar

Aprender a caminhar, conhecendo os percursos e o tempo gasto, as calorias queimadas, o monóxido que reduzimos. O encorajamento e orientação de que todos necessitamos, oferecido aos londrinos.Consultar aqui

quinta-feira, junho 1

Mercearia com 70 anos ameaçada?


Tecnicos das Actividades Económicas obrigam a remodelação de Mercearia com 70 anos, e à remoção destas estruturas em madeira originais por novas, em aluminios e vidro?

Este estabelecimento é local de encontro de moradores e ponto de paragem para muitos turistas que ao passar descobrem surpreendidos a beleza do interior.

Não será possível uma remodelação que preserve e valorize este espaço único?

quarta-feira, maio 3

Portagem à entrada de Lisboa divide especialistas

JN, 2006-05-01


A introdução de uma portagem à entrada dos veículos em Lisboa divide as opiniões de especialistas em transportes e urbanismo e de ambientalistas: para uns, esta não é uma medida prioritária, enquanto outros acreditam ser «inevitável».

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terça-feira, abril 25

segunda-feira, abril 24

Platanos enlutados pela quarta vez ...

Quercus atenta aos problemas do bairro

Lê-se no Site do Núcleo de Lisboa da Quercus:


"Os moradores deste bairro lisboeta, propuseram num abaixo-assinado enviado à Câmara Municipal de Lisboa, a criação de percursos pedonais e a plantação de espécimenes vegetais, na Rua Ramalho Ortigão que recentemente foi reaberta ao trânsito. Os moradores querem ver devolvida a qualidade de vida nesta via do bairro."

Obrigado Quercus

sábado, abril 1

A Política ambígua da CML para a R. Ramalho Ortigão

Pode ler-se, no Forum Cidadania:


Por um lado a CML faz questão de "gritar" para a comunicação social que está empenhada em trazer a população de volta para o centro da cidade, revitalizando e humanizando o centro urbano, mas por outro continua a insistir em sulcar os bairros de Lisboa com autênticas vias-rápidas, como é o que acontece com a Rua Ramalho Ortigão, no Bairro Azul.

Como se isso não bastasse, reabriu o Viaduto sem os arranjos necessários e reduziu os passeios a 80 cm . Isto apesar das propostas dos moradores para reduzir as duas faixas actuais para uma única com lombas permitindo o alargamento dos passeios e plantação de árvores, e dos inúmeros atropelos diários ao Código da Estrada, sendo a passadeira existente completamente opcional para quem acelera.

E não contente com isso a CML pretende agora encerrar a Garagem Glória , estabelecimento que, bem (do ponto de vista logístico) ou mal (do ponto de vista ambiental), serve o Bairro Azul há mais de 70 anos e faz parte da rede de comércio de proximidade que existe neste bairro de Lisboa.

A tentativa da CML fechar a Garagem Glória prende-se com a intenção em abrir uma 3ª faixa de rodagem na Avenida António Augusto Aguiar (sentido Praça de Espanha-Fontes Pereira de Mello no troço entre a Rua Ramalho Ortigão e Rua Marquês da Fronteira) , aumentando ainda mais a apetência dos condutores pela "via rápida" Ramalho Ortigão, desconsiderando peões e moradores , e contrariando a vontade dos moradores, em verem reduzidas as faixas de rodagem na Rua Ramalho Ortigão, expressa em abaixo-assinado.


Ana Santos e Ricardo Messias/ Obrigado Forum Cidadania

Silêncio do Metro – o que se vai passar na frente do Bairro Azul?




A proposito de auto-estradas e ambiente na cidade, ver A Morte da Cidade, graças ao Tiago Figueiredo, da Alta de Lisboa

sexta-feira, março 17

Tragam a " SNIF"

Anda por aí uma equipa da Faculdade de Ciências (U.Nova) a fazer medições de indices de poluição na cidade.

Pois bem vindos. Venham até à António Augusto de Aguiar, zona do El Corte, onde circulam, a pé, largos milhares de pessoas todos os dias.

Ficaríamos alarmados?


Poluentes - Alguns dos principais efeitos dos poluentes englobados no índice de qualidade do ar (Fonte: www.qualar.org )


Monóxido de Carbono - Inibe a capacidade do sangue em trocar oxigénio com os tecidos vitais, podendo em concentrações extremas provocar morte por envenenamento - afecta principalmente o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Concentrações mais baixas são susceptíveis de gerar problemas cardio-vasculares em doentes coronários (p.ex. casos de angina de peito); concentrações elevadas são susceptíveis de criar tonturas, dores de cabeça e fadiga.


Dióxido de Azoto - Altas concentrações podem provocar problemas do foro respiratório, especialmente em crianças, tais como doenças respiratórias (asma ou tosse convulsa). Doentes com asma podem também sofrer dificuldades respiratórias adicionais com estes elevados teores. É um poluente acidificante, envolvido em fenómenos como as chuvas ácidas (felizmente têm pouca expressão no nosso país), as quais acidificam os meios naturais (p.ex. as águas de lagos) e atacam quimicamente algumas estruturas, p.ex. materiais metálicos (corrosão), bem como tecidos vegetais


Dióxido de Enxofre - Altas concentrações podem provocar problemas no tracto respiratório, especialmente em grupos sensíveis como asmáticos. É um poluente acidificante, contribuindo para fenómenos como as chuvas ácidas que têm como consequência a acidificação dos meios naturais (p.ex. lagos) ou a corrosão de materiais metálicos


Ozono- É um poderoso oxidante, o que se reflecte nos ecossistemas, nos materiais e na saúde humana. Pode irritar o tracto respiratório, já que o oxida, podendo provocar dificuldades respiratórias (p.ex. impossibilidade de respirar fundo, inflamações brônquicas ou tosse). É o principal constituinte do smog fotoquímico, o qual é frequentemente associado a diversos sintomas (ver mais informações) particularmente em grupos sensíveis como crianças, doentes cardiovasculares e/ou do foro respiratório e idosos. É, frequentemente, apontado como o principal responsável por perdas agrícolas e danos na vegetação, existindo espécies particularmente sensíveis ao seu efeito tal como o Pinus Alepensis (espécie de pinheiro existente, p.ex., na Serra da Arrábida).


Partículas -São um dos principais poluentes em termos de efeitos na saúde humana, particularmente as partículas de menor dimensão que são inaláveis, penetrando no sistema respiratório e danificando-o. Têm-se caracterizado por serem, pretensamente, responsáveis pelo aumento de doenças respiratórias (p.ex. o aumento da incidência de bronquite asmática). Podem ser responsáveis pela diminuição da troca gasosa em espécies vegetais, nomeadamente através do bloqueamento de estomas. Danificam igualmente o património construído, especialmente tintas

sábado, fevereiro 11

Viaduto: abertura aos peoes


Prometida a abertura do viaduto Eng. Edgar Cardoso, na Ramalho Ortigão, a partir do fim-de-semana de 11 e 12 de Fevereiro. Hoje sábado, 11, era assim a meio da tarde:



Os passeios terão sido alargados e melhorados? O melhoramento das condições de atravessamento tem sido uma das sugestões da CM do Bairro.



O viaduto permite uma das vistas mais previlegiadas para o Aqueduto das Águas Livres, o que aconselharia algum destaque na infraestrutura em causa.




E as gentes da Ramalho Ortigão? Preparados para uma inundação de trânsito e poluição?

sexta-feira, janeiro 20

Visitantes de Janeiro



Jardins da Embaixada de Espanha | "Congresso" de estorninhos(?) nos fins de tarde de Janeiro. Pressione na imagem para aumentar e contar ...

domingo, janeiro 1

Que mais se pode fazer?

Experimentem passear na Rua Ramalho Ortigão sem prestar atenção ao que pisam, sem fazer o devido "slalom", sem trazer para casa apenas quantidades homeopáticas de merda de cão, sem cumprimentarem as dezenas (nenhum exagero) de dejectos caninos oferecidos a cada morador, a cada visitante.

OBRIGADO CARÍSSIMOS VIZINHOS PROPRIETÁRIOS DE CÃES. As ruas não seriam tão divertidas sem o vosso contributo. Também que mais se pode fazer nestes passeios sem esplanadas, ou outras formas de animação social?

Pobre Rua aqui e aqui

A lógica do Motocão/ in Público Local - 03/01/06

Existem leis que ninguém cumpre e, estranhamente, a CML não se preocupa em fazê-las cumprir. Pelo contrário, arranja alternativas (?) que todos pagamos e que desculpabilizam os infractores. Um bom exemplo é a questão dos milhares de pilaretes que poluem a cidade: é proibido estacionar em cima do passeio mas, em vez de se fazer respeitar a lei, mandam-se plantar pilaretes (pagos por todos nós), de todas as formas e feitios, tornando a cidade cada vez mais feia e hostil.

Dentro da mesma lógica, surgiram recentemente os extraordinários Motocães. Depois de milhares de contos gastos em campanhas publicitárias onde se apelava ao civismo, voltamos à estaca zero: quem cumpria a lei e apanhava os dejectos do seu cão, deixou de o fazer. Para quê apanhar a merda do cão se a CML oferece um serviço de merdo-aspiração (pago por todos nós), com funcionário encartado (pago por todos nós), que os liberta desse dever básico? À espera que o Motocão passe, a cidade assemelha-se, cada vez mais, a uma imunda retrete pública!

Neste início do ano pedimos à CML que aspire mais alto, que esqueça de vez a “lógica do Motocão”, que apele ao civismo, que mobilize os cidadãos e que faça cumprir as leis!

Ana Alves de Sousa
Moradora no Bairro Azul