domingo, janeiro 1
Que mais se pode fazer?
OBRIGADO CARÍSSIMOS VIZINHOS PROPRIETÁRIOS DE CÃES. As ruas não seriam tão divertidas sem o vosso contributo. Também que mais se pode fazer nestes passeios sem esplanadas, ou outras formas de animação social?
Pobre Rua aqui e aqui
A lógica do Motocão/ in Público Local - 03/01/06
Existem leis que ninguém cumpre e, estranhamente, a CML não se preocupa em fazê-las cumprir. Pelo contrário, arranja alternativas (?) que todos pagamos e que desculpabilizam os infractores. Um bom exemplo é a questão dos milhares de pilaretes que poluem a cidade: é proibido estacionar em cima do passeio mas, em vez de se fazer respeitar a lei, mandam-se plantar pilaretes (pagos por todos nós), de todas as formas e feitios, tornando a cidade cada vez mais feia e hostil.
Dentro da mesma lógica, surgiram recentemente os extraordinários Motocães. Depois de milhares de contos gastos em campanhas publicitárias onde se apelava ao civismo, voltamos à estaca zero: quem cumpria a lei e apanhava os dejectos do seu cão, deixou de o fazer. Para quê apanhar a merda do cão se a CML oferece um serviço de merdo-aspiração (pago por todos nós), com funcionário encartado (pago por todos nós), que os liberta desse dever básico? À espera que o Motocão passe, a cidade assemelha-se, cada vez mais, a uma imunda retrete pública!
Neste início do ano pedimos à CML que aspire mais alto, que esqueça de vez a “lógica do Motocão”, que apele ao civismo, que mobilize os cidadãos e que faça cumprir as leis!
Ana Alves de Sousa
Moradora no Bairro Azul
sexta-feira, dezembro 23
PLATANOS ABATIDOS
Plátanos da entrada do Bairro Azul - provávelmente as únicas sobreviventes em toda a Av. António Augusto de Aguiar, em direcção à P. de Espanha - vão continuar de luto !Publico Online
"Moradores do Bairro Azul e a junta de Freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, pretendem impedir o eventual derrube de três plátanos, previsto pelas obras de prolongamento da linha vermelha do Metropolitano.
Os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovaram ontem uma moção subscrita pelo presidente da junta de freguesia, Nelson Antunes (PSD), que pede à autarquia lisboeta que "não autorize que o Metropolitano de Lisboa possa abater os plátanos", situados no cruzamento da rua Marquês da Fronteira com as avenidas António Augusto de Aguiar e Ressano Garcia.
"A pretensão do Metropolitano de Lisboa é derrubá-los. Estão num local de passagem, de convívio e de encontros", sublinha Nelson Antunes, na proposta.
Na opinião do presidente da freguesia, numa altura em que está a decorrer a revisão do Plano Director Municipal, o plano de pormenor da Praça de Espanha e Avenida José Malhoa, o projecto urbano campus de Campolide e a classificação de bem cultural como conjunto de interesse municipal do Bairro Azul, "será de todo inqualificável que qualquer obra possa pôr em causa a frente" deste bairro.
O presidente do Metro, Mineiro Aires, esclareceu que ainda não há uma decisão sobre este assunto e explicou que está previsto que passe um túnel sob a zona onde se localizam os plátanos.*"Ou se abatem ou morrerão",* afirmou o responsável, garantindo que a questão "está a ser analisada internamente e com a Câmara e a junta de freguesia", para tentar encontrar soluções alternativas.
A Comissão de Moradores SOS Bairro Azul está a promover um abaixo-assinado, que já recolheu cerca de 400 assinaturas, contra o derrube dos plátanos.
No documento, os moradores sublinham que as árvores estão "em bom estado fitossanitário e funcionam para o bairro como uma barreira de protecção da intensa poluição atmosférica e sonora".
Caso não seja possível evitar o abate das árvores, a comissão defende que seja previsto um projecto de reflorestação após as obras, "para que aquela zona não fique depois uma terra de ninguém", disse Ana Alves Sousa, do movimento de residentes do Bairro Azul.
Mineiro Aires frisou que a empresa "não é insensível" e procura sempre "as soluções que causem menor impacto ambiental", mas o presidente da empresa considerou que "estas obras implicam sacrifícios".
O responsável sublinhou que a obra se desenvolve ao longo de vários quilómetros, pelo que não é "de crer que não haja impactos ou algumas implicações".
O presidente do Metro adiantou que, caso não haja solução, serão adoptadas "medidas de compensação".
segunda-feira, dezembro 19
Ser peão em Lisboa ...
1 Cruzamento Av. A.A.Aguiar - Rua Marquês de Fronteira.
Existia aí uma passadeira que foi apagada e um sinal que foi retirado. Há anos que vimos pedindo à CML para repintar a passadeira e recolocar o sinal. Junto a uma das maiores superfícies comerciais da Europa e a um bairro com uma população muito envelhecida, as pessoas nunca deixaram de atravessar a rua neste local, agora sem qualquer protecção. Os atropelamentos são frequentes.
Situação denunciada em: http://transitestacionbazul.blogspot.com/
2 Entroncamento Av. A.A.Aguiar - Rua Ramalho Ortigão
Situação extremamente perigosa já que se atravessa a Av. A.A.Aguiar a dois tempos. Os peões, nomeadamente dezenas de crianças que frequentam os infantários da zona e se deslocam com frequência aos jardins da Fundação Gulbenkian, ficam na pequena “ilha” completamente desprotegidos, enquanto os carros circulam em ambos os sentidos a altas velocidades. Esta situação foi também já por diversas vezes referida à CML. Os acidentes nesta local são também frequentes.
Situação denunciada em: http://transitestacionbazul.blogspot.com/
3 Entroncamento Av.A.A.Aguiar – Rua Henrique Alves
Não existe neste local passagem de peões. No entanto, dezenas de pessoas atravessam aqui, porque a entrada para o jardim da Fundação Gulbenkian é mesmo em frente. Pensamos que é também urgente criar aqui um ponto de atravessamento seguro.
Como se tem visto, a inacção da CML tem consequências, por vezes terríveis. É urgente evitar que mais dramas se repitam.
Ana Alves de Sousa
sexta-feira, dezembro 9
Palacio Leitao
segunda-feira, novembro 28
Premio Nobel viveu na Ramalho Ortigao


No âmbito da comemoração dos 60 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura à poetisa chilena Gabriela Mistral, decorreu a 29 de Novembro, pelas 11.00 horas, no n. 11 da Rua Ramalho Ortigão (Bairro Azul), uma cerimónia em que se descerrou placa evocativa do local onde habitou a escritora sul americana, cônsul do Chile em Lisboa, entre 1935 e 1939. A Comissão de Moradores esteve presente, e convidou representantes da Escola Marquesa de Alorna e do Teatro Aberto.
"La época vivida en Lisboa es, para Gabriela, feliz, tranquila y de gran producción. En suelo lusitano escribe la serie de poemas llamada «Saudade», que aparecerá incluida más tarde en su libro Tala. Dicta conferencias y colabora en las principales publicaciones portuguesas. Estalla la guerra civil española, acontecimiento que la golpea profundamente. Se desplaza a París para formar parte de las reuniones del comité de publicaciones de la Colección Clásicos Iberoamericanos."
"Neste Portugal encontrei paz, tendo um ano de felicidade, nada menos que felicidade", lê-se na placa evocativa descerrada ontem no prédio com o número 11 da Rua Ramalho Ortigão, no Bairro Azul, em Lisboa.
Se voltasse hoje a Lisboa e à sua casa no Bairro Azul, o que sentiria Gabriela Mistral ao ver a sua rua, a Ramalho Ortigão, transformada em auto-estrada?
domingo, novembro 27
sábado, novembro 19
Abaixo Assinado

A Comissão de Moradores promove actualmente um Abaixo Assinado favorável à reabilitação da Rua Ramalho Ortigão, há decadas sacrificada ao atravessamento de transito. Este documento encontra-se disponível para assinar na Mercearia Ideal, nº 17 da R.Ortigão.
Para Assinar pressione aqui
segunda-feira, outubro 17
Ramalho Ortigao
Na década de setenta, a ramalho ortigão sofreu a transformação que agora lhe conhecemos: uma rua de um bairro tradicional, é desventrada, e transformada num atravessamento para os automóveis que entram e saem da cidade. Circula-se a velocidades que resultam em atropelamentos e sustos, as pessoas atravessam a rua amedrontadas, crianças e idosos em risco particular.
Em 2003, com as limitações ao transito no viaduto Duarte Pacheco e no bairro azul (que excluiram a ramalho ortigão), os níveis de poluição aumentaram drásticamente. A rua ficou ainda mais "estrada", os habitantes e o bairro mais ameaçados. Um bairro que, pela sua história e património, devia ser exemplar, preservado de atentados deste género.
Relancemos um olhar, mais atento, para a imagem da RO (pressionando para a aumentar): ausência de árvores, de comércio, peões espartilhados entre parede e automóveis em passeios reduzidos, varridos por uma "auto-estrada" de 4 faixas, para acelerar ....
Observe-se nestas duas fotos, a título de exemplo, uma rua, talvez com as dimensões da RO, num bairro de Amsterdão. Convite a fruir o passeio, viver a rua e o seu comércio, sem excluir o automóvel. Vive-se a cidade. E dá que pensar.
sexta-feira, outubro 7
Atravessar a Av. AAA

Pobres de nós, e em particular as crianças, que frequentemente ali têm que atravessar ... entre automóveis apressados e sem sequer um passeio ...
Filipe de Faria said...
É de facto uma situação que requer intervenção urgente. Ficar no meio de duas faixas com trânsito em alta velocidade no vértice de uma bifurcação e sem qualquer protecção é assustador. E é uma passagem que muitas crianças utilizam porque dá acesso ao Jardim Gulbenkian. Já alertei a Comissão de Moradores do BA que está atenta e pedi intervenção à JF de S. Sebastião que remeteu pedido para a CML. A meu ver são urgentes duas medidas: (1) regular os semáforos de forma a permitir a passagem de uma só vez e (2) instalar meios de protecção (sólidos) na plataforma central.
Filipe de Faria said...Caros Vizinhos,
Esta foto foi tirada esta manhã. Um automóvel que descia a Av. AAA terá embatido no semáforo que ficou tombado e projectou a parte superior. Provavelmente terá ele próprio galgado a plataforma central onde os infelizes peões têm de “estacionar” à espera de poder passar. Não sei se estava lá alguém na altura do acidente. Espero que não...
Acho que a foto é impressionante e merece ser utilizada.
quinta-feira, outubro 6
Abandono
Junto a uma das maiores superfícies comerciais da Europa são assim as ruas do nosso Bairro.Lembro-me, nos anos 60/70, que havia sempre gente nas ruas: sai-se para tomar café, ver as montras das boutiques ou simplesmente para dar uma volta higiénica pelo Bairro a seguir ao jantar. Depois rasgou-se a Ramalho Ortigão. Os carros invadiram o Bairro. Os assaltos aumentaram. As montras das lojas esconderam-se atrás das grades. O Bairro amedrontou-se. Envelheceu. Hoje, são raros os que se atrevem a passear à noite pelas ruas do nosso Bairro que ficam assim: tristes, desertas e abandonadas. Até quando?
Ana Alves de Sousa
Movimento Moradores Associados de Lisboa
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segunda-feira, outubro 3
Bairro Azul sem residentes ....

Lê-se no Correio da Manhã (online) de 02 de Outubro:
"A candidata do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Maria José Nogueira Pinto, cancelou ontem a acção de campanha prevista para o Bairro Azul, por falta de residentes, transferindo a iniciativa para junto ao rio Tejo, próximo do restaurante Vela Latina, em Belém.
Que pensar desta noticia?
Tiago said... o que a comissão de campanha da Fátima Felgueiras anda a fazer pelo esclarecimento dos eleitores, dando boletins de voto para as pessoas "ensaiarem" o voto no XVII, percebe-se como a Democracia está cada vez mais vazia e desvirtuada de causas.
Outubro 05, 2005 2:01 AM
domingo, outubro 2
sexta-feira, setembro 30
(In)segurança no Bairro
Ler no Expresso online aqui
quinta-feira, setembro 29
Voar baixinho ...
Quando ouvimos dirigentes politicos defender que o Aeroporto deve ficar na Portela por razões turisticas e económicas - que Lisboa perde competitividade face a outras capitais turisticas se tiver um aeroporto a 40 km da cidade, e a transportadora portuguesa perde isto e aquilo - pobres de nós, e de Lisboa, que não pode afirmar o seu charme e atractividade senão pela conforto que oferece aos turistas na viagem, vendendo-se tão barata, e expondo habitantes e visitantes a niveis de ruído e de stress elevados e quotidianos. Economistas e afins deveriam tambem aprender a apresentar os custos para a saude, produtividade e bem estar - a probabilidade de um avião cair é mínima, mas todos os dias, mais do que uma vez, imaginamos uma queda e a catástrofe associada. E ver os problemas e contextos não apenas como são, mas como virão a ser.
Entretanto, consolamo-nos a ver os turistas, e os aviões a passar .... voando baixinho.
At Outubro 03, 2005 1:55 PM, Filipe de Faria said…
O nosso Bairro é vítima presente do ruído e potencial vítima de acidente mas, como diz o Anibal, são factores que não entram nas cogitações dos decisores. A propósito disto, não era suposto não haver aviões durante algumas horas durante a noite ? Se existe alguma restrição deste tipo, estará a ser cumprida ?
terça-feira, setembro 27
segunda-feira, setembro 26
Parques Dissuasores
Ler noticia pressionando este titulo
sexta-feira, setembro 16
Candidatos descontrolados
"Ordinário", desabafou Carmona Rodrigues, dirigindo-se ao ex-ministro da Cultura de António Guterres que, entretanto, lhe tinha voltado as costas.
in Publico online, 16/09/05
Surpreendente que um candidato que durante o debate esteve sempre ao ataque, recorrendo a um estilo - já demonstrado em outros debates - agressivo, provocatório e cínico, criticando e desrespeitando de forma pouco elegante o seu adversário político, acabe mostrando-se ofendido e sentido, e vitimizando-se. Como uma criança que ataca e provoca no recreio, mas que ao primeiro desaire corre a fazer queixa à professora.
Desespero perante as dificuldades, tentativa de criar um facto político para dele tirar dividentos eleitorais? A política tem que ser feita com instrumentos tão teatrais e desonestos? Ou Maria Carrilho é mesmo hiper-sensível e irritável?
Perde o debate, perdem os politicos, perde Lisboa
"Muita defesa do indefensável Carrilho se lê nos jornais! Como, se ele é atacado? Simples: há uma linha clássica de defesa quando se comete uma asneira grossa e tão evidente que não vale a pena escondê-la, que é meter tudo no mesmo saco e dizer que todos cometeram asneiras." (PP, Abrupto)
Candidatos na Rede: para comparar estilos:





